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Cidades do Brasil
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Indústria sem fumaça
Programas de ação para o desenvolvimento do turismo, no Nordeste e Sul do Brasil, prometem gerar milhares de empregos e atrair investimentos
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| Agosto/1999 |
Edição 04 |
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 Litoral do Nordeste recebeu maior volume
de investimentos do Prodetur NordesteO Ministro Extraordinário de Esportes e Turismo, Rafael Greca, deve assinar nos próximos meses os contratos com o Banco Mundial para o desenvolvimento do turismo, Prodetur Nordeste (2ª fase) e Prodetur Sul. Os dois projetos devem envolver recursos superiores a US$ 1,1 bilhão ao longo de quatro anos de execução. Os recursos dos projetos vêm de um financiamento junto ao Banco Interamericano de Desenvolvimento - BID; US$ 400 milhões para o Prodetur Nordeste e US$ 270 para o Prodetur Sul. Estados e municípios entram com uma contrapartida de US$ 400 milhões e Governo Federal com US$ 46 milhões.
Os programas de desenvolvimento do turismo procuram dar uma nova face ao turismo brasileiro. No caso da região Nordeste do Brasil, onde a primeira etapa já foi executada, os investimentos foram de US$ 800 milhões em aportes para infra-estrutura. A região tem tudo para esquentar as férias de inverno do Hemisfério Sul, em 1999, e tornar-se o principal pólo turístico sul-americano nos próximos anos.
Os investimentos públicos e privados para melhorar a infra-estrutura regio-nal multiplicaram-se nos últimos anos; os hotéis tornaram-se maiores e mais modernos e as várias opções para os visitantes vão da harmonia da arquitetura colonial à badalação dos bares da moda, do agito das praias mais procuradas ao sossego dos parques ecológicos.
Ao longo de quatro anos, estados, municípios e Governo Federal investirão mais de US$ 1,1 bilhão em infra-estrutura
O Prodetur/NE, concebido em 1992, é uma iniciativa dos governos estaduais, da Superintendência de Desenvolvimento do Nordeste _ SU-DENE, do Banco do Nordeste, do Instituto Brasileiro de Turismo (EMBRATUR) e da Comissão de Turismo Integrada. O programa tem por objetivo criar cerca de 54 mil empregos diretos, implantar e melhorar 295 quilômetros de rodovias, ampliar e modernizar aeroportos e recuperar o patrimônio histórico e o meio ambiente. Para a segunda fase estão previstos US$ 800 milhões.
O Nordeste ganhará 54 mil
empregos diretos com o projeto
A região Nordeste tem no Prodetur sua principal fonte para investimentos públicos. A Bahia, principal estado turístico nordestino e terceiro no ranking brasileiro, captou 32,5% dos recursos da primeira fase do programa. "Os investimentos públicos têm contribuído para a entrada de novos investimentos privados", diz o Secretário de Cultura e Turismo da Bahia, Paulo Gandenzi. Os aportes privados no estado deverão totalizar US$ 1,75 bilhão até o ano 2002.
No Ceará, os recursos da segunda fase serão utilizados na construção de aeroportos e na criação do Instituto de Formação da Hospitalidade do Turismo, voltado para a especialização de mão-de-obra. Todos os estados nordestinos esperam um bom movimento nas férias de inverno. No Rio Grande do Norte, a confiança no aumento do movimento está nas belas praias. Um estudo do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (INPE) indicou que Natal tem o ar mais puro das Américas. Desde 97 os investimentos privados no Rio Grande do Norte ultrapassaram US$ 50 milhões.
Os investimentos públicos serão acompanhados
pelo setor privado com interesse nas regiões
Pernambuco também está se preparando para tirar maior proveito de suas qualidades naturais. Até o final do ano 2000, as obras de hotéis e flats no litoral do estado deverão movimentar US$ 50 milhões. Os recursos do Prodetur somam US$ 40 milhões, sendo que, boa parte desse montante foi aplicada na melhoria da infra-estrutura do complexo turístico de Guadalupe, que prevê a construção de três hotéis e está orçado em US$ 96 milhões.
Em Alagoas, os investimentos em infra-estrutura destinados apenas ao projeto Costa Dourada deverão totalizar US$ 64,1 milhões até 2002. O plano inclui dez municípios do litoral Norte e é considerado fundamental para expandir o turismo na região. Maranhão, Piauí, Paraíba e Sergipe seguem na mesma direção, com investimentos em infra-estrutura e recuperação do patrimônio histórico. Tudo para tornar este inverno mais quente e para transformar o Nordeste em uma parada obrigatória no roteiro turístico nacional e mundial.
No Sul os investimentos
somam US$ 460 milhões
Na mesma rota do Prodetur Nordeste, o Ministério Extraordinário de Esportes e Turismo está finalizando o Prodetur Sul que deverá beneficiar os estados do Rio Grande do Sul, Santa Catarina, Paraná e Mato Grosso do Sul.
 Complexos como Foz do Iguaçú entre
as prioridades do Prodetur Sul
O projeto prevê investimentos de US$ 460 milhões e deve começar no ano que vem com um prazo de execução de quatro anos. O Prodetur Sul, explica o Ministro Rafael Greca, segue as diretrizes gerais do Prodetur Nordeste, com exceção dos investimentos em aeroportos.
O ministro adianta que para os quatro estados do sul alguns projetos estão sendo finalizados e incluem algumas características regionais, especialmente, com turismo ecológico no Mato Grosso do Sul e nos parques nacionais do Paraná, Santa Catarina e Rio Grande do Sul. "São regiões com grande potencial turístico que necessitam de infra-estrutura para que a região comece a despontar com um dos principais pólos de turismo da América. São belezas naturais como a Serra Gaúcha, as Cataratas do Iguaçu, as praias de Santa Catarina, para citar apenas algumas, pois a região tem centenas de locais com grande potencial turístico", conclui o ministro.
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