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Poluição do ar

Gases tóxicos lançados pelos veículos, causam problemas à saúde da população e perturbam o desenvolvimento da flora e fauna

Março/2001

Edição 18

 

Motores de combustão eliminam chumbo finamente dividido, que permanece na atmosfera por um razoável intervalo de tempo, contaminando o meio ambiente

O ar, tal como a água e o solo, é um recurso indispensável à vida na Terra. Através de ciclos naturais, os seus constituintes são consumidos e reciclados. A atmosfera tem assim uma certa capacidade depuradora que, em condições naturais, garante a eliminação dos materiais nela descarregados pelos seres vivos.
O desequilíbrio deste sistema natural "auto regulado" conduz à acumulação, na atmosfera, de substâncias nocivas à vida, fazendo nascer a necessidade de uma ação de prevenção ou de saneamento artificial que, conforme os casos, seja capaz de assegurar a manutenção da qualidade do ar.



O problema da poluição continua
se agravando nas regiões metropolitanas



A atividade industrial e a circulação rodoviária ocupam, indiscutivelmente, o primeiro lugar na poluição atmosférica, embora em graus diferentes conforme o tipo de indústrias. A indústria consome 37% da energia mundial e emite 50% do dióxido de carbono, 90% dos óxidos de enxofre e todos os produtos químicos que atualmente ameaçam a destruição da camada de ozônio, além de produzir anualmente 2.100 milhões de toneladas de resíduos sólidos e 338 milhões de toneladas de matéria residual perigosa.
Os veículos motorizados, por seu turno, lançam para a atmosfera, uma infinidade de gases e outras substâncias químicas, como o monóxido e o dióxido de carbono, o dióxido de enxofre, o gás sulfuroso e os hidrocarbonetos gasosos, todos eles de grande toxicidade.
O uso crescente de combustíveis fósseis e o crescimento da demanda do transporte rodoviário vem aumentando muito as emissões de poluentes pelos veículos motorizados, conforme advertência feita pela Comissão de Trânsito da Associação Nacional de Transporte Público.
Mesmo com a regulamentação estabelecida pelo Programa de Controle da Poluição Veicular, que controla a quantidade de poluentes expelidos pelos veículos nas ruas das cidades brasileiras, o problema da poluição atmosférica continua grave, principalmente nas regiões metropolitanas, com grandes frotas de veículos automotores.
Em muitas grandes cidades, as normas de qualidade do ar são correntemente desrespeitadas, os engarrafamentos são gigantescos e os acidentes freqüentes.
As áreas citadinas mais atingidas pela poluição atmosférica são as zonas centrais (devido à concentração dos serviços e, por isso, à grande intensidade do trânsito automóvel) e as zonas industriais, em grande parte localizadas na periferia urbana. A gravidade do problema se expressa por meio de prejuízos à saúde da população em geral e em particular das pessoas idosas e das crianças. A poluição atmosférica provoca problemas mais ou menos graves de saúde na população humana. Por exemplo, a bronquite, o enfisema, a asma e o cancro pulmonar são doenças do aparelho respiratório muitas vezes provocadas pela poluição atmosférica ou por ela agravadas.



O Protocolo de Quioto prevê redução
de 5% na emissão de gases



As plantas e os animais são também gravemente afetados pela poluição do ar. Os gases tóxicos perturbam o normal desenvolvimento da vegetação, pois atacando as folhas, estas caem, diminuindo assim a fotossíntese, a respiração e a transpiração, o que tem como conseqüência um crescimento mais lento das plantas.
Além disso, estas tornam-se menos resistentes às intempéries, às doenças e aos parasitas. A saúde dos animais é igualmente bastante afetada não só pelo contacto direto com o ar poluído como pela ingestão de vegetais mais ou menos envenenados.
Finalmente, a poluição atmosférica aumenta o efeito de estufa e gera a acumulação persistente de substancias tóxicas no ecossistema global.
A emissão de hidrocarbonetos e monóxido de carbono na atmosfera prejudica a qualidade de vida de todos aqueles que moram em cidades onde o tráfego de veículos é maior, exigindo assim que novas soluções sejam apresentadas para diminuir problemas de poluição.
Na região metropolitana de São Paulo, o número de dias com índices inadequados pela concentração de poluentes alcançava, em 1996, sete por cento do total de dias do ano.
No Paraná, do total de 1,8 milhão de veículos que deverão ser inspecionados este ano, 450 mil podem ser impedidos de circular pelas ruas e estradas do país.
Segundo o diretor do Instituto de Tecnologia parao Desenvolvimento, Henrique José Ternes Neto, o maior problema são os carros mais antigos, com emissão de monóxido de carbono acima dos níveis permitidos.
Vale lembrar que, segundo o novo Código de Trânsito, o veículo reprovado na avaliação de inspeção de segurança e de emissão de poluentes sofre as conseqüências de uma infração gravíssima, cuja penalidade é multa de 180 UFIRs, sete pontos na carteira de habilitação e apreensão do veículo.
Cerca de dois mil cientistas e diplomatas de 180 países, reunidos em Haia, na Holanda, no início do ano, discutiram a regulamentação do Protocolo de Quioto, que prevê a redução em pelo menos 5% até 2010, da emissão de gases de efeito estufa pelos países desenvolvidos.
O Brasil, através do ministro da Ciência e Tecnologia, Ronaldo Sardenberg, defendeu a implementação do Mecanismo de Desenvolvimento Limpo, que integra o protocolo e permite que países em desenvolvimento criem projetos de emissão de gases, gerando certificados a serem comercializados com países industrializados.
O Brasil é autor do artigo que originou o Mecanismo de Desenvolvimento Limpo o qual, segundo o ministro, além de ajudar na redução da emissão de gases, abre a oportunidade de negócios entre os países.
Já existem, no mercado, várias empresas que criaram soluções para reduzir a emissão de poluentes. Entre elas, a Gasomax Indústria de Dispositivos Automotivos que criou o Gasmax, economizador de combustível para veículos motorizados.



O Brasil defende a implantação
do Mercantilismo de Desenvolvimento Limpo



Após testes realizados pela Fundação Municipal do Meio Ambiente de Blumenau (SC), foi constatada uma redução de 74,10% na geração de monóxido de carbono e de 41,42% na liberação de hidrocarbonetos.
O dispositivo foi instalado e testado em diversas empresas e órgãos públicos que atestam sua qualidade e eficiência. Segundo o diretor técnico da FIEC/Senai de Fortaleza, Wellington Gonçalves Belo, foi comprovada a eficiência do equipamento sendo de 20,18% a média entre os vários testes realizados em veículos da frota.
O Ten.Cel. Francisco José do Nascimento, ordenador de despesas da Secretaria de Tecnologia e Informação do Exército Brasileiro, declarou que foi constatada melhoria na performance do veículo testado, com aumento de torque do motor e melhor aproveitamento, reduzindo consideravelmente o consumo de combustível em 31% e diminuindo a emissão de poluentes.
Também foi constatada uma melhoria no desempenho, diminuição da emissão de poluentes e redução no consumo de combustível, que variou entre 8 e 16% nos veículos testados pela Polícia Civil do Distrito Federal, segundo o diretor da Divisão de Manutenção de Veículos, Antônio Carlos Donith de Paula.


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